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Em Portugal, os problemas da qualidade do ar não afectam o território de uma forma sistemática, encontrando-se localizados em algumas áreas onde é maior a concentração urbana e a presença de grandes unidades industriais (Sines, Setúbal, Barreiro-Seixal, Lisboa, Estarreja e Porto).
No entanto, a poluição do ar, devido às características da circulação atmosférica e devido à permanência de alguns poluentes na atmosfera por largos períodos de tempo, apresenta um carácter transfronteira e é responsável por alterações ao nível planetário, o que obriga à conjugação de esforços a nível internacional.
Causas
A poluição do ar resulta fundamentalmente da produção de gases e de partículas sólidas provenientes:
da actividade industrial, que em algumas regiões já tem provocado a diminuição da transparência do ar;
dos lares domésticos;
dos veículos motorizados;
da alteração de matéria orgânica;
queimadas de lixos;
incêndios;
Protocolo de Quioto
Portugal e outros países assumiram o compromisso de redução de poluição atmosférica.
O nosso país está a emitir CO2 muito acima da meta fixada, revelou o presidente da Quercus, Hélder Spínola.
A seca de 2005 contribuiu em 3,9 pontos percentuais para o aumento das emissões de CO2 em Portugal, sendo os numerosos incêndios florestais dos últimos anos outro factor que contribuiu para o agravamento da situação.
Os mesmos dados mostram que, em 2005, Portugal evitou a produção de 1,7 milhões de toneladas de CO2, através da importação de electricidade, enquanto a produção de energia eólica permitiu poupar mais meio milhão de toneladas.
O total destas duas parcelas significou uma diminuição de 2,2 milhões de toneladas de emissões de CO2, o que representa uma redução de 3,8 pontos percentuais na percentagem de emissões acima do limite de Quioto.
Consequências
A poluição atmosférica (degradação da qualidade do ar) nas grandes cidades está a afectar seriamente o ser humano. Em Portugal o cenário não é dos melhores, nomeadamente nas cidades, como: Sines, Setúbal, Lisboa,.... No nosso país registam-se quatro mil mortes prematuras por ano e uma perda de esperança média de vida de alguns meses.
Na actualidade, quase todos os organismos vivos estão sujeitos a um ar poluído, nas grandes cidades, que:
afecta a segurança;
compromete as culturas;
corrói os edifícios;
altera o ambiente: aumento da temperatura na superfície terrestre;
afecta o bem-estar;
afecta a saúde: dores de cabeça, vertigens, irritação nos olhos, nariz e garganta, ou mesmo contribuir para o agravamento de algumas doenças (asma);
Soluções
Para reduzir a concentração dos poluentes atmosféricos, em Portugal são necessárias tanto medidas preventivas como correctivas, assumindo a informação um papel fundamental na mobilização dos cidadãos. Entre os principais meios de intervenção disponíveis contam-se:
estabelecimento de limites de qualidade ambiental;
definição de normas de emissão;
licenciamento das fontes poluidoras;
incentivo à utilização de novas tecnologias;
utilização de equipamento de redução de emissões (por exemplo os catalizadores nos automóveis e a utilização de equipamento de despoluição de efluentes gasosos nas indústrias);
controlo dos locais de deposição de resíduos sólidos, impedindo os fogos espontâneos e a queima de resíduos perigosos;
utilização de redes de monitorização da qualidade do ar;
incentivo à florestação;
estabelecimento de Planos de Emergência para situações de poluição atmosférica graves;
criação de serviços de informação e de auxílio às populações sujeitas ou afectadas pela poluição atmosférica.
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